Interoperabilidade em Saúde: o meio que depende da qualidade dos dados
- Olivia Ferreira

- 6 de out. de 2025
- 2 min de leitura
A interoperabilidade não é o fim, é o meio. Descubra por que dados estruturados e de qualidade são essenciais para que a interoperabilidade funcione e gere valor real no cuidado e na gestão em saúde.
O que é interoperabilidade em saúde — e por que ela é meio, não fim
Muita gente acredita que a interoperabilidade é a solução final para integrar sistemas de saúde. Na verdade, ela é o meio que permite que dados fluam de forma segura, estruturada e útil entre serviços e profissionais.
A interoperabilidade só entrega valor quando os dados trocados são compreensíveis e confiáveis — sustentando decisões clínicas, epidemiológicas e de gestão.

Dados de qualidade: a base da interoperabilidade real
Nenhum sistema conversa de forma eficiente se os dados não forem estruturados e de qualidade. Quando cada instituição registra informações de maneira diferente, o resultado é fragmentação e ruído.
Dados bem estruturados garantem leitura automatizada, integração precisa e reuso inteligente. Sem qualidade, interoperar é apenas trocar erros de um lado para o outro.
As 5 premissas básicas da interoperabilidade em saúde
1. Governança
Definir quem coleta, valida e compartilha dados é o primeiro passo. Sem governança, não há confiança nem rastreabilidade.
2. Padrões bem aplicados
Padrões como HL7 FHIR, DICOM, LOINC e SNOMED CT formam o vocabulário comum entre sistemas. Aplicá-los corretamente garante que a informação mantenha o mesmo significado em diferentes contextos.
3. Dados estruturados e íntegros
Interoperar dados incompletos, duplicados ou inconsistentes é apenas automatizar o erro. A qualidade da informação é o coração da interoperabilidade.
4. Segurança e privacidade
Cumprir a LGPD e proteger a privacidade do cidadão são requisitos indispensáveis. A interoperabilidade deve ser ética, segura e responsável.
5. Cultura e capacitação
Não existe interoperabilidade sustentável sem pessoas preparadas e cultura de dados. Capacitação e engajamento são tão importantes quanto tecnologia.
Interoperabilidade como infraestrutura do valor em saúde
A interoperabilidade é a infraestrutura invisível que permite que a saúde digital funcione. Mas para que ela seja efetiva, é preciso maturidade nos dados e nas práticas de gestão da informação.
Conectar sistemas é só o começo. O desafio real é construir confiança na informação que circula entre eles.
Conclusão
A interoperabilidade é um meio para o cuidado em saúde baseado em dados de qualidade. Sem estrutura, governança e cultura de dados, ela se torna apenas uma promessa tecnológica.
Com bases sólidas, transforma-se em motor de valor, eficiência e cuidado centrado nas pessoas.
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