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Como Usar Inteligência Artificial de Forma Correta: Guia Prático para Evitar Erros, Alucinações e Frustrações

  • Foto do escritor: Olivia Ferreira
    Olivia Ferreira
  • 7 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Nos últimos anos, a discussão sobre como usar Inteligência Artificial deixou de ser exclusiva do setor de tecnologia. Hoje ela aparece nas empresas, nas universidades, nos consultórios, nas rodas de conversa e até nos grupos de família. Em todos esses espaços, percebo a mesma inquietação: afinal, como conversar com uma IA de forma eficiente e sem cair em armadilhas?




Para responder a isso, comecei a observar as perguntas mais frequentes em buscas online, em aulas e nas minhas consultorias de saúde digital. E descobri que a dúvida não está apenas no uso das ferramentas, mas na forma como as pessoas pedem o que desejam.

E é justamente aí que começam os problemas.


Quando as primeiras buscas mostram mais dúvidas do que respostas


Digitei “Como usar a IA?”Apareceu de tudo: sugestões para acessar o Gemini, vídeos tutoriais e a famosa caixa “as pessoas também perguntam”.

E ali estavam perguntas que muita gente tem vergonha de fazer:

  • Como faço para usar IA?

  • Qual site de IA é gratuito?

  • Como utilizar o modo IA?

  • Como a IA deve ser utilizada?


Foi aí que uma ficha caiu.Para algumas pessoas, a interação com IA parece simples. Para outras, é como tentar montar um móvel sem manual. E, na prática, a forma como fazemos perguntas pode determinar se a IA entrega uma boa resposta ou uma alucinação completa.


A busca por respostas sobre tipos de IA — e o risco de entender errado


A segunda pergunta que joguei no Google foi:


“Quais são os tipos de IA?”


A resposta, gerada por uma própria IA, parecia sólida: classificações por capacidade, funcionalidade e até um subtítulo sobre IA generativa. Mas as perguntas relacionadas deixavam claro o tamanho da confusão:

  • Quais são os 7 tipos de IA?

  • Quais são as IA mais usadas?

  • Quais são os 5 tipos de inteligência artificial?

  • Quantas IA existem?


A impressão é que todos querem entender o que é IA, como funciona e, principalmente, como começar. E isso não é trivial.

Muita gente usa IA porque o mercado exige, porque viu alguém fazer ou porque espera automatizar tarefas — mas sem orientação adequada, o resultado é frustração (ou, pior, desinformação).


A pergunta campeã de mitos: qual é a IA mais poderosa?


Quando busquei “Quais são as IA mais utilizadas?”, surgiram listas de chatbots, geradores de imagem e ferramentas de áudio. Até que apareceu a pergunta que mais gera debates e mal-entendidos:


“Qual é a IA mais poderosa atualmente?”


Essa pergunta me acompanhou por dias.Até que vi uma comparação curiosa em um vídeo: vários modelos de IA avaliando um caso clínico simples de gastroenterite. O ponto central não era quem respondeu mais rápido, e sim quem respondeu melhor.


E adivinhe?A IA treinada no contexto sociocultural local acertou.A “internacional”, não.

Isso revela um ponto essencial que pouca gente comenta:

A IA mais poderosa não é a mais popular, e sim a mais adequada ao contexto.

Uma IA treinada fora do ambiente onde será usada pode até parecer brilhante, mas não necessariamente dará a resposta correta.


A conversa com o ChatGPT e o mito do “prompt perfeito”


Claro que eu também fui conversar com o ChatGPT — carinhosamente apelidado de Gepeto. Personalizei meu perfil, como consultora, pesquisadora e professora, e comecei um diálogo sobre como melhorar a precisão das interações.


Descobri algo valioso:não é sobre decorar prompt, e sim sobre clareza de intenção.

Quando o pedido é vago, o resultado é vago.Quando o pedido é claro, objetivo e contextualizado, a IA finalmente brilha.

E aqui entra meu exemplo favorito para explicar isso aos alunos.



Se você não pedir o prato certo, o app não adivinha sua fome


Imagine abrir um aplicativo de entrega e pedir:


“Traga comida. Estou com fome.”


O que chegaria na sua casa?

Qualquer coisa.


Pedir algo tão amplo a uma IA é exatamente isso. Se você não especifica, ela não adivinha.Ela preenche lacunas — e, às vezes, preenche muito mal.


O segredo está na forma de perguntar.E isso vale para qualquer área: saúde, educação, gestão, marketing, pesquisa.


Se você quer resultados de qualidade, precisa:

  • contextualizar

  • especificar

  • orientar

  • revisar

Esses passos minimizam erros, reduzem alucinações e tornam a IA uma parceira valiosa — não um risco.


A verdade que ninguém gosta de admitir sobre IA


Crescemos ouvindo:“Nem tudo o que está na internet é verdade.”


Em 2025, eu acrescentaria:“E a IA só funciona bem quando você sabe pedir.”


Não existe mágica.Existe intenção, clareza, contexto e responsabilidade.

E, se você está começando agora, lembre-se:fazer boas perguntas é parte central do processo — talvez a parte mais importante..

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